A génese da nossa regeneração

Todos conhecemos as infra-estruturas de ensino construÃdas nas grandes cidades ao tempo da monarquia liberal. Todos reconhecemos pela sua traça caracterÃstica o múltiplo equipamento construÃdo pelo Estado Novo, ainda hoje parcela decisiva na oferta nacional. O abarracamento pré-construÃdo é o estilo que marca o pós 25 de Abril em matéria de construção escolar onde impera o pladur e a cobertura lusalite ou argibetão.
De facto no perÃodo democrático da república as prioridades foram as auto-estradas, centros comerciais e estádios de futebol. Passados mais de trinta anos, com um parque escolar muito degradado, começa-se finalmente a notar sinais de mudança com o anúncio de muitos milhões para a sua recuperação. E haverá com certeza mais boas notÃcias: por exemplo aqui no Estoril foi recentemente inaugurada a escola básica nº 1 de Alapraia, unidade modelar até do ponto de vista arquitectónico.
Em matéria de ensino, onde se joga o futuro e a proficiência e da nação, fica ainda a faltar a aposta mais difÃcil, porém decisiva: a reconstrução das escolas por dentro, na sua vocação e substancia. Desafio para o qual o regime não tem força ou vontade.
João Távora
Na imagem D. Carlos em visita às obras do Lyceu Passos Manuel em Lisboa
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